domingo, 10 de julho de 2011

Torta de morango

Torta de morango by jcoarq
Torta de morango, a photo by jcoarq on Flickr.
Gosto de bem poucas sobremesas. Meu paladar pede mais alimentos salgados do que doces. Mas três doces fazem toda a diferença: pudim de leite condensado, ambrosia e torta de morango.
Percebam que são doces clássicos que todo mundo gosta.
Hoje falarei sobre a torta de morangos, mas não pensem quem o pudim e a abrosia não terão seu lugar nesse blog.
Apesar de parecer uma sobremesa complicada e trabalhosa a torta de morangos é bem simples.
Para a massa coloco 200 grs de farinha de trigopeneirada em uma tigela e junto à farinha acrescento 1 colher de café de fermento em pó. Misturo bem e adiciono100 grs de açúcar, 1 ovo e duas colheres de sopa de leite. Misturo tudo. sem sovar, até virar uma bola. Embalo esta bola de massa em plástico filme e levo a geladeira por meia hora.

Em uma forma redonda, com aro removível, untada apenas com manteiga, abro a massa com a ponta dos dedos tentando deixá-la bem fininha. Cubro inclusive as bordas. Antes de levá-la ao forno, faço furos com um garfo e levo ao forno (moderado) para assar.

Assim que a torta estiver assada retiro-a do forno, desenformo e deixo descansar.

Faço um creme com 4 gemas, 1 lata de leite condensado, 2 latas de leite de vaca e 2 colheres de sopa de maisena e coloquo sobre a massa já assada.

Fatio os morangos (o suficiente para cubrir a torta - 1 ou duas caixinhas dependendo do trepasse das lâminas de morango) e disponho-os sobre o creme.

Algumas pessoas fazem um cobertura traslúcida, a base de gelatina incolor para dispor sobre a torta, mas para esta torta de morangos prefiro uma cobertura que leva 2 xícaras de água fria, 1/2 caixinha de gelatina sabor morango, 2 colheres de maisena e 1/2 xícara de chá de açúcar. Primeiramente misturo os ingredientes secos em uma tigela e vou acrescentando a água fria aos poucos até dissolver tudo. Depois levo ao fogo e deixo cozinhar até engrossar.

Despejo esta cobertura sobre os morangos e finalizo com castanha de caju moída e hortelã para enfeitar.

Esta receita também pode ser adaptada para colocarmos outras frutas, como maça, kiwi e pêssego.

Sorvete de creme com pêra caramelizada

Sorvete de creme com pera caramelizada by jcoarq
Esta pera marcou a compra do meu primeiro maçarico, ainda na forma de um chaveirinho (dica do meu mais novo consultor para assuntos culinários - Alaor), mas que quebrou um super galho nesta sobremesa rápida, feita para três queridos amigos.

Junto a um sorvete de creme, dispus uma pera fatiada e sobre ela polvilhei um pouco de açúcar demerara e outro pouco, de açúcar saborizado com baunilha. Passei o maçarico sobre as peras até ficarem douradas e aguardei uns minutinhos antes de servir, para a crosta ficar durinha. A dica é: quanto mais maduras estiverem as frutas, melhor esta sobremesa ficará. Em outro dia caramelizamos bananas e também ficaram ótimas.

Para o jantar fiz um peixe chamado Abrotea, que foi novidade para mim, mas que se mostrou muito saboroso. A receita foi parcialmente retirada de um livro chamado "Cozinha Italiana: uma versão saudável da culinária tradicional em mais de 80 receitas deliciosas". Digo parcialmente, porque na receita original o peixe era um robalo, e como não se acham robalos tão facilmente aqui em Uberaba, parti para outro peixe. Para acompanhar este "Abrotea al cartoccio com tomates e erva doce" fiz também um risoto de camarão.


Como já havia feito um risoto de funcho a uns dias atrás e tinha achado que o sabor do funcho não era muito perceptível, resolvi testá-lo mais uma vez, fazendo esse peixe. Novamente o sabor do funcho não teve destaque, apesar do peixe ter ficado gostoso. Eu na verdade, achava que o funcho teria um sabor marcante.

Bem, voltando ao maçarico, agora já adquiri um maçarico maior e em breve postarei outras receitas utilizando o apetrecho.

Acredito que em várias cidades, assim como a minha, a dificuldade de se encontrar um maçarico deve ser imensa portanto aqui vai outra dica. Passei um bom tempo ligando em lojas de produtos para protéticos e até achei um, mas pela bagatela de R$ 900,00. Então apelei, num primeiro momento, para o chaveiro, comprado em loja de produtos para pesca e custando apenas R$13,00. Já o maior, destinado à culinária, encontrei em São Paulo este fim de semana e em breve sairá um creme Brulè.

Até lá.








sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sardela

Fiz minha primeira sardela não faz muito tempo e ficou ótima. Não é nada complicada e pode ser armazenada na geladeira por aproximadamente uma semana.  A sardela é um delicioso antepasto que pode ser servido com torradas e pães, de preferência um bom pão caseiro, faço os meus em máquinas próprias para isso e ficam ótimos.
A pasta é feita a base de tomates, pimentões vermelhos e anchovas, bem pelo menos faço a minha com anchovas, apesar de já ter visto várias receitas feitas à base de sardinha. O que poderia ser apenas um molho vermelho diferente,  torna-se uma exótica mistura de sabores devido ao seu processo lento de cozimento (mais de uma hora em fogo baixo), juntamente com a mistura de erva doce e pimenta calabresa.
Especialmente hoje fiz minha sardela e coloquei a venda no Empório das Geraes no Shopping Uberaba.
Aos que provarem espero que gostem.
Uma dica para elaborar um delicioso canapé é colocar sobre uma torrada uma camada de sardela e uma fatia fina de salaminho ( o que me remete ao sabor de uma pizza peperoni) ou presunto de parma. Experimentem!!!

Risoto de Frango e Limão Siciliano

Risoto de Frango e Limão by jcoarq
Risoto de Frango e Limão, a photo by jcoarq on Flickr.

Talharim ao sugo com parmesão

Massa ao sugo by jcoarq
Massa ao sugo, a photo by jcoarq on Flickr.
O molho sugo é um molho, muito saboroso, feito a base de tomates. O que poderia ser simples, torna-se um pesadelo se observamos a quantidade de receitas que podemos encontrar e que, pasmem, tratam do mesmo molho.

A minha receita é baseada em pesquisas diversas, que fiz junto ao "Oráculo" - sempre me referencio ao livro da Dona Benta desta forma, e a dois livros que tenho sobre culinária italiana, além é lógico de algumas receitas encontradas na internet.
Apesar de não ser nada complicado, o molho sugo, tem um cozimento lento, já que é necessário que a água do tomate reduza para obtermos um molho que não seja ralo e que seja incorporado facilemnete pela massa.

Bem, vamos a receita: primeiramente, avervento uma água e coloco os tomates lavados,  já sem o "umbigo" (se não me engano, a Palmirinha uma vez usou este termo para se referir a esta parte do tomate e achei engraçado e apropriado)- por alguns minutos até que a pele se solte.  Ah! Antes de colocar os tomates na  água quente, faço ainda uma cruz no lado oposto ao dito "umbigo", o que facilita, ainda mais, a retirada da pele.

Após retirar os tomates da água quente, com uma escumadeira, deixe-os esfriar e remova a pele restante.

Feito isso, bato os tomates no liquidificador e reservo.

Em uma panela funda, frito um pouco de cebola em azeite de oliva (já que a receita é italiana) e logo depois acrescento alho picado. Posteriormente, adiciono o suco do tomate batido e deixo ferver.

Acrescento a este molho - enquanto está ferevendo - folhas de louro, sal e pimenta do reino, moida na hora. caso sinta uma forte acidez acrescente um pouco de açúcar refinado.

Depois de pelo menos uma hora de fogo, ou quando você perceber que o molho já está mais encorpado, é só cozinhar a massa de sua preferência e  espalhar o molho sobre ela.

Vale ainda, é claro, uma boa dose de queijo parmesão e folhas frescas de manjericão.

Este molho pode parecer bobo, já que não leva ingredientes sofisticados e portanto seu processo de cozimento, a completa retirada da pele dos tomates e qualidade dos frutos se tornam importantes aliados para seu sucesso.
Além de poder ser utilizado com massas também o  utilizo para fazer brusquetas, pizzas de beringelas entre diversas outras coisas, podendo inclusive ser congelado.

Não coloquei aqui medidas porque tudo depende da finalidade a que se destina o molho, qual a massa escolhida etc.

Escolha sua massa e bom apetite!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

El palácio de las papas fritas

El palácio de las papas fritas by jcoarq
El palácio de las papas fritas, a photo by jcoarq on Flickr.
Aparentemente simples e sem grandes dificuldades no preparo, esse prato guarda segredos que nossos hermanos não revelam.

Comi este prato na Argentina num restaurante sugerido pelo gerente do hotel em que me hospedei. Segundo ele, este era um restaurante típico, frequentado apenas por Argentinos e raramente visitado por turistas. Então lá estávamos, eu e meu marido, no Palácio de las papas fritas, um restaurante na Lavalle, envolto por espelhos e samambaias de plástico que num primeiro momento me aterrorizavam. O vinho não tinha nada de especial  mas o prato....

Eles servem um tipo de batata frita inflada que me lembrou a batata do nosso Bar da Porteira, aqui em Uberaba. O que causa surpresa, é como eles inflam as batatas, que ao serem mordidas estalavam na boca. Sem falar é claro da saborosa carne a moda Argentina.
Depois vim a saber que o restaurante se encontra em quatro endereços. Vale a pena conferir.

Lavalle 735;
Lavalle 954;
Av. Corrientes 1612;
Laprida 1339. 

Pescado na panela de barro

Pescado na panela de barro by jcoarq
Pescado na panela de barro, a photo by jcoarq on Flickr.
Não me lembro bem quando foi a última vez que fiz este pescado, mas sei que na panela de barro tudo fica muuuuito bom. Façam um franguinho com batatas e vocês me darão razão. Um dia posto fotos do tal frango.

Nas primeiras utilizações a panela de barro solta um gosto forte, que com a utilização frequente vai sumindo.  Antes de utilizá-la, aconcelha-se queimar um óleo de cozinha nela, para impermeabilizá-la. Eu, coloquei minha panela de molho e descartei a água por várias vezes, antes de queimar o tal óleo.

Este pescado, fiz numa panela que ganhei de um casal - clientes e amigos - que me trouxeram de Ouro Preto, mas tenho outra que ganhei da minha mãe e que veio sabe-se lá de onde. Acredito que o ideal é sempre ter pelo menos duas, para que se possa fazer um pirão e o peixe ou a carne de sua preferência e seu acompanhamento, mesmo porque a panela média não cabe muitos pedaços de frango, por exemplo, e você não poderá receber ninguém para comer com você.

Este pescado não tem segredos, é aquele típico em que se coloca camadas de tomate, cebola e pimentão, em rodelas, intercalando com postas ou filés de peixe. Não é necessário colocar água, somente temperos.

Para quem gosta, pode-se fritar, previamente, um pouco de cebola, em cubinhos, em duas colheres de sopa de azeite de dende.

A panela de barro demora um pouco para esquentar, já que suas paredes são espessas, mas quando quente mantém o calor por muito mais tempo que as panelas convencionais.

Quando estiver quase pronto aqueça uma frigideira com azeite e frite um pouco de camarão. Jogue os camarões sobre a peixada e deixe cozinhar por mais alguns minutos. Não gosto de cozinhar os camarões pois eles tendem a reduzir de tamanho.

Quando for servir, certifique-se de que a mesa foi bem protegida para que não a estrague, pois a panela fica realmente quente. Pode acreditar, que já estraguei uma toalha da minha mãe com uma panela dessas.

Para acompanhar este prato simples acredito que uma boa caipirinha ou um vinho branco caem muito bem. Neste dia, em especial, bebemos um vinho frisante bem refrescante que adquirimos no meu casamento - Miolo Terranova blanc de blancs - e que nos troxe ótimas recordações.